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quarta-feira, 13 de maio de 2020


 9º A - A Revolta da Vacina 


A Revolta da Vacina foi uma revolta popular ocorrida na cidade do Rio de Janeiro entre os dias 10 e 16 de novembro de 1904. Ocorreram vários conflitos urbanos violentos entre populares e forças do governo (policiais e militares).

Causas principais 

- A principal causa foi a campanha de vacinação obrigatória contra a varíola, realizada pelo governo brasileiro e comandada pelo médico sanitarista Dr. Oswaldo Cruz. A grande maioria da população, formada por pessoas pobres e desinformadas, não conheciam o funcionamento de uma vacina e seus efeitos positivos. Logo, não queriam tomar a vacina.

- O clima de descontentamento popular com outras medidas tomadas pelo governo federal, que afetaram principalmente as pessoas mais pobres. Entre estas medidas, podemos destacar a reforma urbana da cidade do Rio de Janeiro (então capital do Brasil), que desalojou milhares de pessoas para que cortiços e habitações populares fossem colocados abaixo para a construção de avenidas, jardins e edifícios mais modernos.

O que aconteceu durante a revolta 

-  Muitas pessoas se negavam a receber a visita dos agentes públicos que deviam aplicar a vacina, reagindo, muitas vezes, com violência.

- Prédios públicos e lojas foram atacados e depredados;

- Trilhos foram retirados e bondes (principal sistema de transporte da época) foram virados.

Conclusão: a reação do governo e principais consequências

- O governo federal suspendeu temporariamente a vacinação obrigatória.

- O governo federal decretou estado de sítio na cidade (suspensão temporária de direitos e garantias constitucionais).

- Com força policial, a revolta foi controlada com várias pessoas presas e deportadas para o estado do Acre. Houve também cerca de 30 mortes e 100 feridos durante os conflitos entre populares e forças do governo.

- Controlada a situação, a campanha de vacinação obrigatória teve prosseguimento. Em pouco tempo, a epidemia de varíola foi erradicada da cidade do Rio de Janeiro. 


ATIVIDADE

Faça uma redação comparando a Revolta da Vacina com a pandemia do novo coronavírus. Aponte as principais FAKE NEWS, as notícias espalhadas pelo próprio governo durante a pandemia. Escreva sobre o papel da Ciência neste momento utilizando o passado como argumento.

A atividade deve ter no mínimo 20 linhas. Deve ser escrita em folha de caderno e deve ter capa com NOME, NÚMERO, SÉRIE E DISCIPLINA.
Deve ser entregue na escola no dia 22/05 e SEM FALTA.
Alguns alunos não me enviaram NENHUM atividade até agora. Ressaltando meu e-mail: raphachagas2705@hotmail.com

Abraço e se cuidem.



8 ºA - Revolução Francesa


Primeira fase (1789-1792): Monarquia Constitucional;
Segunda fase (1792-1794): Convenção - 1792/1793 e Terror;
Terceira fase (1794-1799): Diretório.


               •Monarquia Constitucional (1789-1792)
               •No dia 26 de agosto de 1789 foi aprovada pela Assembleia a Declaração dos Direitos do            Homem e do Cidadão.
      •Esta Declaração assegurava os princípios da liberdade, da igualdade, da fraternidade (“Liberté, égalité, fraternité” - lema da Revolução), além do direito à propriedade.
        
       •O Terror (1792-1794)
Internamente, a crise começava a provocar divisão entre os próprios revolucionários.
Os girondinos - representantes da alta burguesia, defendiam posições moderadas.
Por sua parte, os jacobinos - representantes da média e da pequena burguesia,
constituía o partido mais radical, sob a liderança de Maximilien Robespierre.

Diretório (1794-1799)
A fase do Diretório dura cinco anos de 1794-1799 e se caracteriza pela ascensão da alta
burguesia, os girondinos, ao poder. Recebe este nome, pois eram cinco diretores que
governavam a França neste momento.
Golpe do 18 Brumário com Napoleão.

ATIVIDADE
Faça uma pesquisa ESPECIFICAMENTE sobre Danton e Robespierre. Escreva as modificações sociais de Robespierre durante seu governo. Depois, explique a razão da Revolução Francesa ser chamada de "revolução burguesa".

A atividade deve ter no mínimo 20 linhas. Deve ser escrita em folha de caderno e deve ter capa com NOME, NÚMERO, SÉRIE E DISCIPLINA.
Deve ser entregue na escola no dia 22/05 e SEM FALTA.
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Abraço e se cuidem.

quarta-feira, 6 de maio de 2020

9ºA - História - Profº Raphael


AULA – 9º A
URBANIZAÇÃO E MODERNIZAÇÃO NO BRASIL
O período da história republicana do Brasil, envolto na República Oligárquica, foi marcado por tentativas de reurbanização modernizadora de algumas cidades. O caso mais notório foi a reurbanização do Rio de Janeiro, ocorrida na última década do século XIX e nas primeiras do século XX.

Entretanto, se a modernização significava o embelezamento da cidade, na prática ela proporcionou a expulsão de boa parte da população pobre e trabalhadora da região central da capital do Brasil.

A reurbanização do Rio de Janeiro se inseria em uma política de transformação da capital federal, com vistas à erradicação de várias epidemias e de embelezamento urbano afrancesado, criando assim um melhor cartão de visitas aos visitantes estrangeiros interessados em investimentos no Brasil. A principal ação nesse sentido se deu no governo do presidente Rodrigues Alves (1902-1906), cuja proposta de reforma da capital envolvia três frentes de trabalho: a modernização do portoa reforma urbana e o saneamento básico.
Nas ações de saneamento básico, fazia-se necessário na cidade erradicar diversas epidemias decorrentes da má qualidade sanitária na cidade, principalmente na região central.

Habitada por aproximadamente um milhão de pessoas no início do século XX, a capital federal era alvo constante de surtos de febre amarela, peste bubônica, malária e varíola. A solução proposta, além das vacinações obrigatórias e da fiscalização compulsória das residências, era a demolição das habitações coletivas existentes na cidade, como cortiços, estalagens e casas de cômodos.

O argumento era que, em face das condições insalubres, as habitações coletivas eram propícias à propagação de doenças. O cortiço Cabeça de Porco chegou a ter 2000 habitantes. A isso somava a visão conservadora e moralizadora sobre a vida desses estratos da população.

Everardo Beckheuser, na obra Habitações populares, de 1906, definia da seguinte forma essa situação: “E assim reunida, aglomerada, essa gente, trabalhadores, lavadeiras, costureiras de baixa freguesia, mulheres de vida reles, entopem ‘as casas de cômodos’, velhos casarões de muitos andares, divididos e subdivididos por um sem número de tapumes de madeira, até nos vãos de telhados, entre a cobertura carcomida e o ferro carunchoso. Às vezes, nem as divisões de madeira; nada mais que sacos de aniagem estendidos verticalmente em septo, permitindo quase a vida em comum, em uma promiscuidade de horrorizar”.

Essa ação ia ao encontro dos objetivos da classe dominante da cidade, desejosa de expulsar da área central a população pobre e explorada da capital, considerada um elemento perigoso para a ordem e disciplina urbana almejada. A maior parte dessa população era formada por ex-escravos africanos e imigrantes, principalmente portugueses.

As demolições dos casarões foram realizadas sem o consentimento dos habitantes e sem o pagamento de indenizações, obrigando os moradores a encontrarem novos locais para a construção de suas habitações. Isso ocorreu principalmente nos morros arredor da região central, onde foram construídos barracões de madeiras, que deram origem às favelas cariocas.
Sobre os escombros dos casarões derrubados, grandes avenidas foram construídas, em uma tentativa de assemelhar a cidade do Rio de Janeiro à capital francesa, Paris. Na década de 1870, Paris passou por uma reformulação urbana com a criação de grandes bulevares, praças e jardins, sob a liderança do barão Haussmann, então prefeito da cidade.
No Rio de Janeiro tal iniciativa coube ao engenheiro Pereira Passos, prefeito do Rio de Janeiro entre 1902 e 1906. Com plenos poderes dados pelo presidente Rodrigues Alves, Passos promoveu uma profunda reformulação urbana, cujos principais exemplos foram a construção da Avenida Central, a reforma do porto e a iluminação pública. Construíram-se luxuosos palacetes, praças e jardins no lugar de 600 edificações.
O processo de reurbanização do Rio de Janeiro exemplifica o aspecto autoritário e excludente das políticas estatais verificadas durante a República Oligárquica, expulsando da área de expansão da modernidade capitalista os grupos sociais considerados perigosos à ordem. Porém, esses grupos não aceitariam passivamente a situação, e a Revolta da Vacina de 1904 deu mostras da resistência da população explorada do Rio de Janeiro a essa situação.
ATIVIDADES

Assista o vídeo e faça uma redação sobre o tema “Exclusão social no Brasil atual”. Pesquise sobre as  pessoas chamadas de “marginalizadas” e aponte soluções para essas pessoas.


RECADO IMPORTANTE: NÃO RECEBI AS ATIVIDADE DA AULA PASSADA.


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8ºA - História - Profº Raphael


AULA = 8º A
REVOLUÇÃO FRANCESA – ANTECEDENTES

A Revolução Francesa de 1789 representa um dos eventos mais importantes da sociedade ocidental contemporânea, graças, principalmente, ao legado político deixado como modelo de organização do Estado. Foi também importante por ter sido o momento de ascensão da burguesia dentre as classes sociais da nascente sociedade capitalista.
Dentre os fatores que resultaram na Revolução Francesa estão problemas econômicos e sociopolíticos. Na década de 1780, a produção agrícola, base da economia francesa, sofreu com problemas climáticos, o que acarretou más colheitas, aumentando o preço dos alimentos e causando subalimentação e miséria para grande parte da população.
Houve ainda crise na produção manufatureira em decorrência de um acordo com a Inglaterra, Tratado Eden-Rayneval, de 1786, que aceitou impostos menores para os produtos manufaturados ingleses em troca de menores impostos para o vinho francês no mercado inglês. O resultado foram falências e desemprego.
Havia ainda uma crise política da Monarquia Absolutista francesa, principalmente ligada à elevação de gastos da corte e às guerras nas quais a França se envolveu.  Frente a isso, o rei Luís XVI convocou a Assembleia dos Estados Gerais para tentar conter esses problemas. Desde 1614 que essa Assembleia não era convocada.
Ela era formada por três estados: o primeiro estado, que era formado pelo clero; o segundo estado, constituído pela nobreza; e o terceiro estado, que consistia em todo o resto da sociedade, como burgueses, comerciantes, artesãos, trabalhadores assalariados, camponeses etc.
Entretanto, havia uma crise social, principalmente pelo fato de os três Estados não acompanharem a nova divisão da sociedade, principalmente com o peso econômico conquistado pela burguesia. Por outro lado, os dois primeiros estados acabavam essencialmente sendo compostos por setores sociais muito semelhantes, já que o clero era também um grande proprietário rural, como a nobreza.
A população camponesa já não suportava mais os pesados impostos que eram obrigados a pagar à nobreza e à igreja. Para conter essa insatisfação, o rei Luís XVI nomeou como ministro Turgot, que pretendeu acabar com alguns impostos feudais, como o direito de passagem, e instituir a cobrança de impostos à nobreza e ao clero. A reação foi grande e o rei demitiu seu ministro. A crise estava instaurada.
Para sanar a crise, realizaram-se as eleições para a Assembleia dos Estados Gerais, em 1788. Foram eleitos 1139 deputados. Ao clero eram destinadas 291 cadeiras, à nobreza, 270; e ao terceiro estado, 578. O terceiro estado conseguia, dessa forma, que uma de suas reivindicações fosse atendida: a ampliação de sua representação. Mas as demais, como o voto individual, não.
Na abertura dos trabalhos da Assembleia em maio de 1789, Luís XVI insistiu no voto por estados e que a Assembleia dos Estados Gerais tratasse apenas das questões do déficit financeiro da Monarquia e das medidas para combatê-lo. Frente à defesa do terceiro estado na questão do voto individual, o rei decidiu encerrar os trabalhos da Assembleia.
Os deputados do terceiro estado saíram de Versalhes, onde ocorria a Assembleia, e dirigiram-se a Paris para formarem uma Assembleia Nacional e criar uma constituição para a França. Luís XVI estimulou os demais estados a participarem da assembleia, que passou a ser uma Assembleia Constituinte, a partir de 09 de julho de 1789. Porém, o rei enviou tropas a Paris, o que indignou a população. Revoltada, em 14 de julho de 1789, ela invadiu a Bastilha, uma prisão destinada aos inimigos da monarquia e símbolo da repressão real. Armas foram distribuídas à população, iniciando-se, assim, a Revolução Francesa.
ATIVIDADE
HISTÓRIA POR IMAGEM: SOCIEDADE FRANCESA NO FINAL DO SÉCULO XVIII


A caricatura acima passou a circular na França às vésperas da Revolução Francesa. Era uma forma de crítica à sociedade francesa do Antigo Regime. Foi produzida em forma de ilustração para que a grande massa de analfabetos tivesse entendimento da crítica. Responda:

 Descreva a cena observada na ilustração; Relacione cada membro da caricatura às três ordens da sociedade francesa; Pensando na organização da França no Antigo Regime, explique o significado da caricatura.

Assista o trailer do filme "Maria Antonieta" e responda: Como a corte francesa vivia? Podemos fazer alguma reflexão sobre a sociedade do presente? Faça uma redação sobre desigualdade social e privilégios.



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terça-feira, 28 de abril de 2020

Aula de História - 8º A - Professor Raphael

Iluminismo

 O movimento Iluminista aconteceu entre 1680 e 1780, em toda a Europa, sobretudo na França, no século XVIII. O Iluminismo caracterizou-se pela importância dada à razão. Com isso, a razão encaminharia o homem à sabedoria e o conduziria à verdade. A maior expressão da manifestação aconteceu com o Iluminismo Francês, a partir daí propagou-se por todo o mundo ocidental. Notamos que nesse período a França era atormentada pelas contradições do antigo Regime e, principalmente, pelo jugo de um sistema fundiário moroso, de caráter aguçado, que por fim gerou insatisfação nos diversos setores da sociedade, especialmente entre a burguesia e os pequenos camponeses.

A Teoria Iluminista francesa contou com o apoio de grandes intelectuais da época, como Voltaire (1694-1778). Voltaire assumiu um tom extremamente crítico do ideário iluminista, escritor competente e intelectual combativo, ele criticava ferozmente os privilégios da nobreza e do clero, apesar de acreditar em Deus. Suas posições o levaram ao exílio na Inglaterra, onde entrou em contato com as ideias de Jonh Locke e Isaac Newton. O iluminista pregava a liberdade de expressão e a igualdade de direitos, lutava contra a opressão absolutista, mas reconhecia em suas reflexões políticas que certos países, os mais atrasados, deveriam ser governados por monarcas centralizadores acompanhados por pensadores iluministas; era o despotismo esclarecido tomando forma. Apesar de assumir posições favoráveis à liberdade e igualdade de direitos, Voltaire não encarava com bons olhos a população mais pobre, desprezando-a completamente.

Um dos raros pensadores de tradição nobre que assumiu as ideias iluministas foi Montesquieu (1689-1755). Em sua maior obra, O Espírito das Leis, ele defendeu a visão do poder em três esferas, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. Cada um deles deveria ao mesmo tempo ser independente e fiscalizar os outros. O aristocrata francês era contrário às revoluções, propôs um sistema de governo com um poder Executivo limitado pelo Parlamento, cujos membros seriam recrutados entre proprietários de terra e pessoas educadas da sociedade. Ele acreditava que a honra aristocrática impunha aos parlamentos servir a comunidade.

Um dos mais destacados e originais pensadores iluministas foi Jean Jacques Rousseau (1712-1778). Diferentemente da maioria dos iluministas, ele não era um defensor incondicional do racionalismo. Suas principais obras foram O discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens e O contrato social. No primeiro livro ele defendia que o homem, na sua essência mais natural, era bom, assim a natureza fez o homem feliz e bom, mas a sociedade o depravou, tornando-o miserável. A origem da infelicidade humana e das diferenças sociais estaria no surgimento da propriedade privada da terra. No O Contrato Social ele defendia a concepção de que a democracia baseava-se na vontade da maioria, isto é, na soberania do povo, que se manifestava pelo voto. Os governos eleitos, portanto, deveriam refletir e seguir essa vontade geral. Ele advogava a favor da soberania popular.

É importante ressaltar como as ideias iluministas francesas influenciaram as instituições políticas modernas. Até hoje, com pequenas modificações, a maioria dos países mantém características iluministas.


bertonesousa.files.wordpress.com/2013/03/ilumin...


ATIVIDADES

1- Observe a charge e depois responda as questões:
O Iluminismo - HistoriaLivre.com

a) O que você pensa sobre liberdade de expressão?
b) A liberdade de expressão te permite dizer TUDO o que pensa?
c) Faça uma pequena pesquisa sobre a diferença entra argumento e opinião.

2- Sabemos que o Iluminismo foi um movimento que ressaltava a importância da Ciência. Em tempos de coronavírus, percebemos que a Ciência voltou para o centro das discussões. Escreva sobre o que você pensa sobre a importância da Ciência e o momento atual.

3- Faça uma charge sobre o tema da aula.


Podem tirar fotos das atividades e enviar para o meu e-mail: raphachagas2705@hotmail.com



Recado do professor: estou com saudades de todas e todos. Espero que estejam bem. Fiquem em casa e se cuidem.

Abraço.






Aula de História - 9° A - Professor Raphael


A Revolta de Canudos (1893 – 1897)
No governo de Prudente de Morais eclodiu um grande movimentos de revolta social entre os humildes sertanejos baianos . O líder dos sertanejos era Antônio Vicente Mendes Maciel , mais conhecido como Antônio Conselheiro. Esse homem, senhor de fervorosa religiosidade, foi considerado missionário de Deus pela vasta legião de sertanejos que , desiludidos das autoridades constituídas escutavam suas pregações político – religiosas.
Não compreendendo certas mudanças surgidas com a republica , Antônio Conselheiro declarava-se , por exemplo , contra o casamento civil e por isso foi identificado como um fanático religioso e monarquista.


Revoltas Messiânicas
A fé popular e a luta contra a opressão
O termo messianismo é usado para designar os movimentos sociais em que milhares de sertanejos fundaram importantes comunidades comandadas por um líder religioso e a ele era atribuído qualidades como o dom de fazer milagres , realizar curas e profetizar acontecimentos .
O messianismo desenvolveu-se em áreas rurais pobres que reagiram a miséria. Seus componentes Básicos eram: a religiosidade do sertanejo e seu sentimento de revolta contra a miséria , a opressão e as injustiças das republicas dos coronéis.

A Luta Possível
Muita coisa divulgou-se sobre Antônio Conselheiro e sua gente , diziam que eram loucos , monar- quistas e comunistas . Durante muito tempo esconderam a verdade e o motivo que unia os sertanejos em canudos : a vontade de escapar da fome e da violência do sertão.
Conseguindo reunir um grande número de seguidores , Antônio Conselheiro estabeleceu em canudos, um velho arraial no sertão baiano . Em pouco tempo canudos era uma das cidades mais povoadas da Bahia .
Eles viviam num sistema comunitário, em que as colheitas, rebanhos e os frutos eram repartidos entre todos. Ninguém possuía nenhuma propriedade, pois os únicos bens era a roupa, moveis , etc...
Com isso fazendeiros começaram a temer o poder de Antônio Conselheiro e exigiram do governo estadual que acabasse com o arraial de Canudos. Nisso travou-se grandes batalhas até que um dia , organizou-se um exército de 7 mil homens , que destruiu Canudos completamente e toda população sertaneja morreu defendendo sua comunidade.
Fotografia do corpo de Antônio Conselheiro, líder de Canudos. **
Corpo de Antônio Conselheiro

Sobreviventes do massacre do arraial de Canudos.*
Sobreviventes do Massacre de Canudos

Fonte de postagem: https://monografias.brasilescola.uol.com.br/historia/as-rebelioes-na-republica-velha.htm

ATIVIDADES 

1- Faça uma charge refletindo sobre a razão que fez Antônio Conselheiro se revoltar contra a República. Use esta charge de exemplo.

E o sertão não virou mar: a Guerra de Canudos. Guerra de Canudos


2- Segundo o que foi estudado em sala de aula, escreva sobre as modificações que ocorreram no Brasil com o advento da República.

3- Reflita sobre os movimentos messiânicos. Você acredita que a fé é um pilar para escolhas políticas? Se o Brasil é laico, quais determinações políticas devem ser levadas em consideração para que satisfaça toda a população? Escreva uma redação sobre este assunto.


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