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terça-feira, 19 de maio de 2020

3ºA, 3ºB e 3ºC - FILOSOFIA - Professora Jussara

ATIVIDADES DE 18 A 22 DE MAIO


Olá estudantes! Tudo bem com vocês?


Estamos nos aproximando do final do nosso primeiro bimestre de uma maneira bem fora do que estamos acostumados, mas pudemos aprender algumas coisas bem legais nesses meses, não é?


Na semana passada refletimos sobre a relação entre as ideias de Filosofia espontânea e Filosofia sistemática. Agora para encerrarmos com chave de ouro o bimestre, vamos refletir sobre a utilidade da Filosofia


Leia o texto abaixo e faça as atividades solicitadas em seguida. 


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Filósofos e “filósofos”


Se “todos os homens são ‘filósofos’”, como quer Gramsci, qual é, então, a diferença entre o filosofar de uma pessoa comum e o de um filósofo profissional ou especialista? O próprio autor esclarece:

“O filósofo profissional ou técnico não só ‘pensa’ com maior rigor lógico, com maior coerência, com maior espírito de sistema do que os outros homens, mas conhece toda a história do pensamento, isto é, sabe as razões do desenvolvimento que o pensamento sofreu até ele e está em condições de retomar os problemas a partir do ponto em que eles se encontram após terem sofrido a mais alta tentativa de solução etc. Ele tem, no campo do pensamento, a mesma função que nos diversos campos científicos têm os especialistas”.


Trocando em miúdos, podemos dizer que o filósofo especialista: pensa, reflete, raciocina observando mais cuidadosamente as regras da lógica e os procedimentos metodológicos que utiliza; conhece a história do pensamento, isto é, a história da Filosofia; é capaz de analisar os problemas de seu tempo à luz da contribuição dos filósofos do passado que já se debruçaram sobre eles.

Mas se existe essa diferença entre o filósofo especialista e o não especialista, por que então afirmar que “todos os homens são ‘filósofos’”? Justamente para combater e destruir aquele preconceito de que a Filosofia é uma atividade muito difícil e restrita a  uma minoria.

É importante perceber que a propagação desse preconceito cumpre uma função política conservadora, na medida em que afasta a Filosofia do contato com as massas, com o povo, com as pessoas mais simples. Dessa forma, impedidas de se apropriar dos conceitos e das teorias elaboradas pelos filósofos, as pessoas ficam desprovidas dessas ferramentas intelectuais que lhes permitiriam superar mais facilmente o senso comum e adquirir um conhecimento mais crítico e elaborado da realidade em que vivem.

Além disso, cabe afirmar que todos os homens são “filósofos” para deixar claro que todas as pessoas são potencialmente capazes de avançar de um “filosofar” espontâneo, assistemático, restrito ao bom senso, para um filosofar mais elaborado e rigoroso, semelhante ao praticado pelos filósofos especialistas.

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Estabelecida a diferença entre o filósofo especialista e o filósofo que todos somos, trata-se, agora, de aprofundar a compreensão do conceito de Filosofia. Muitos dizem que ela é uma reflexão. Mas que tipo de reflexão? No texto abaixo veremos a concepção do filósofo Dermeval Saviani que propõe  apresentar a definição de Filosofia como uma “reflexão (radical, rigorosa e de conjunto) sobre os problemas que a realidade apresenta”. 

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A Filosofia como reflexão 


Vimos que etimologicamente a palavra filosofia significa busca do conhecimento verdadeiro, ou seja, busca da verdade. A forma pela qual a Filosofia realiza essa busca da verdade é por meio da reflexão. Mas o que é refletir?

Como nos lembra o professor Dermeval Saviani: “se toda reflexão é pensamento, nem todo pensamento é reflexão”. O pensamento é um ato corriqueiro, singelo, espontâneo, que realizamos descompromissadamente a todo instante, até mesmo sem perceber. A reflexão, por sua vez, é uma atitude mais consciente, mais comprometida, que implica pensar mais profundamente sobre um determinado assunto, repensá-lo, problematizá-lo, submetendo-o à dúvida, à crítica, à análise, buscando seu verdadeiro significado.

Assim, o pensamento pode ser reflexivo ou não. Acontece que nem toda reflexão é filosófica. Segundo Saviani, para isso ela precisa satisfazer, ao mesmo tempo, a pelo menos três exigências:

  •  ser radical, isto é, analisar em profundidade o problema em questão, buscando chegar às suas raízes, aos seus fundamentos;

  •  ser rigorosa, ou seja, proceder com coerência, de forma sistemática, segundo um método bem definido para propiciar conclusões válidas e bem fundamentadas;

  •  e ser de conjunto, isto é, tomar o objeto em questão não de forma isolada e abstrata, mas em uma perspectiva de totalidade, ou seja, levando em consideração os diversos fatores que, em um dado contexto, o determinam e condicionam.

Além disso, vale lembrar que filosofar implica questionar o senso comum. Para tanto, é preciso utilizar certos conceitos e teorias necessários para a compreensão mais aprofundada dos temas e problemas sobre os quais se vai refletir. Ora, como estes conceitos e teorias estão contidos nas obras dos filósofos, é importante  estudar tais obras, não para memorizar mecanicamente, mas para compreendê-las e, com base nesta compreensão, questionar o senso comum e transformar nossas representações primeiras sobre diferentes temas da vida cotidiana, da vida em sociedade.

Mas, ao entrarmos em contato com a obra de um filósofo, não apreendemos apenas os conceitos por ele desenvolvidos. Apreendemos também o seu jeito de pensar, de raciocinar, de argumentar, de organizar as ideias, enfim, o seu “estilo reflexivo”, o que também nos ajuda a melhorar cada vez mais nosso próprio jeito de pensar. É dessa forma, estudando o pensamento dos filósofos e nos exercitando mais e mais na prática da reflexão, que nos tornamos cada vez mais filósofos.

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A partir destas leituras pudemos compreender que a reflexão filosófica não pode ser praticada de forma espontânea, descomprometida. Antes, ela requer dedicação, esforço e, muitas vezes, trabalho árduo, cuja recompensa será um conhecimento mais elaborado e crítico do objeto dessa reflexão. Para finalizar, vamos retomar a questão da utilidade versus inutilidade da Filosofia com a leitura do texto abaixo:


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Utilidade da Filosofia?


Para que serve a Filosofia? Qual é sua utilidade? Para responder a essas perguntas precisamos antes fazer algumas outras: O que entendemos por útil? Quem nos dá os critérios com base nos quais consideramos algumas coisas úteis e outras inúteis? Conhecemos de fato esses critérios? Paramos para pensar sobre eles? Tomamos conscientemente a decisão de aceitá-los? Por que perguntamos sobre a utilidade de certas coisas e não de outras? Haveria pessoas ou grupos interessados em mostrar algumas coisas como úteis e outras como inúteis? Quando dizemos que, para nós, uma determinada coisa não serve para nada, estamos expressando um conhecimento efetivo sobre essa coisa ou, na verdade, apenas reproduzimos a “opinião” geral ou uma visão hegemônica a respeito dela? Estamos agindo com autonomia e liberdade?

Poderíamos formular ainda inúmeros outros questionamentos derivados daquele inicialmente apresentado. E, ao fazê-lo, já estaríamos nos situando dentro da Filosofia, isto é, já estaríamos, em um certo sentido, filosofando. Afinal, filosofar é, também, não aceitar como verdadeira qualquer ideia sem antes submetê-la à dúvida, à investigação, à reflexão crítica e rigorosa. Ora, isso significa que, para demonstrar com consistência a utilidade ou inutilidade da Filosofia, ou de qualquer outra coisa, já teríamos que filosofar.

[...] é preferível ‘pensar’ sem disto ter consciência crítica, de uma maneira desagregada e ocasional, isto é, ‘particular’ de uma concepção do mundo ‘imposta’ mecanicamente pelo ambiente exterior, ou seja, por um dos vários grupos sociais nos quais todos estão automaticamente envolvidos desde sua entrada no mundo consciente [...] ou é preferível elaborar a própria concepção do mundo de uma maneira crítica e consciente e, portanto, em ligação com este trabalho próprio do cérebro, escolher a própria esfera de atividade, participar ativamente na produção da história do mundo, ser o guia de si mesmo e não aceitar do exterior, passiva e servilmente, a marca da própria personalidade?

GRAMSCI, A. Caderno 11 (1932-1933). Introdução ao estudo da Filosofia. In: Cadernos do cárcere. Vol. 1. Edição Carlos Nelson Coutinho com Marco Aurélio Nogueira e Luiz Sérgio Henriques. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001. p. 93-94.

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A T I V I D A D E S ___________________________________


1. Para que serve, afinal, a Filosofia?

2. É importante estudar Filosofia na escola? A quem serve a ideia da retirada da Filosofia do Ensino Médio?

3. Explique por que a ideia de que a Filosofia é uma atividade muito difícil e acessível apenas a poucos privilegiados é politicamente conservadora.

4. A partir do seu ponto de vista, você entende que as aulas de Filosofia têm, no decorrer desses anos, fornecido ferramentas intelectuais para conhecer melhor a realidade? De que forma?

5. Para bem encerrarmos o bimestre na disciplina de Filosofia, escreva uma autoavaliação sobre o que você aprendeu neste bimestre e as reflexões que tivemos nesta aula te ajudaram. Se você se sentir confortável, dê uma nota para si mesmo pelo seu desempenho neste primeiro bimestre. 


É muito importante que você faça as atividades, responda às questões acima em folha separada, devidamente identificada, e as entregue na escola no dia 22 de maio no horário escolhido para a sua série. Vamos concluir esse bimestre com sucesso - dentro do possível! :)


E já sabem, quaisquer dúvidas podem me chamar no Whatsapp!


Bons estudos!



Boa Tarde!

As atividades desta semana deverá ser feita em uma folha à parte (sulfite, almaço ou caderno), sem a necessidade de capa;

Devem estar devidamente organizadas com nome, número, série e disciplina e será entregue na escola no dia 22/05/2020 de acordo com os horários: 


1° anos 8:00h às 9:30h

2° anos 9:30h às 11:00h

3° anos 11:00h às 12:30h 
6° e 7°ano 13:00 às 14:30h


8° e 9° ano 14:30h às 16:00h 

1°, 2°, 3° EJA e 1°D, 2°D/E e 3°D 19:00h às 20:30h (noite)
 
 
 
 
 
Anotar os verbos da figura abaixo em Inglês e traduzir para o Português. 
Após identificar os verbos, forme seis frases em inglês com cada um dos verbos da figura, não vale repetir.


 
 


Avaliação Bimestral de Química 3°EM Regular

Avaliação Bimestral de Química 3° EM regular. Essa Avaliação deve ser realizada em forma de trabalho manuscrito e deve ser entregue na escola até o dia 22/5/2020. Você tera acesso a avaliação clicando  aqui.

domingo, 17 de maio de 2020

Atividade 3°A,3°B,3°C-SOCIOLOGIA-Prof.José Valério-entregar na escola dia 22/05

Atividade 3°A, 3°B, 3°C - SOCIOLOGIA -

 Prof. José Valério

Atividade da semana do dia 18 a 22 de maio 

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO 

( Para que o aluno possa calcular o tempo de leitura é de 5 minutos, o tempo de elaboração do rascunho e texto final são 20 minutos. Total para essa atividade 25 minutos que o aluno ocupará do seu tempo de estudo)

Para ser entregue sexta feira, 22 de maio de 2020, na escola,  3°A e 3°B a entrega deve ser realizada das 11h:00 as 12h:30 e o 3°C das 19h:00 as 20h:30.


- Como o  aluno deve proceder:
Em uma folha separada (folha de caderno, almaço ou sulfite) contendo no cabeçalho as seguintes informações: Nome da Escola, nome do aluno, n° do aluno, série do aluno, turma do aluno, data da entrega e nome da Disciplina de Sociologia e nome do professor.

- Após essa identificação, o aluno deve proceder a leitura do texto que está publicado aqui no blog e escrever na folha separada  uma interpretação do seu entendimento sobre o texto, isso significa conseguir responder no seu texto as indagações do autor.  

“ATENÇÃO, NÃO É PARA  ENTREGAR A ATIVIDADE COMO SE FOSSE UM QUESTIONÁRIO COM  PERGUNTAS  E RESPOSTAS.”

O aluno deve escrever um texto contínuo com parágrafos. O texto deve apresentar/expressar os seguintes questionamentos do autor:     

O que o autor está analisando?
Com quem dialoga?
O que o autor defende?
Com quais argumentos?


Texto para leitura e interpretação: 

A cidadania vertical no Brasil: o caso do Coronavírus

Por Marcelo da Silveira CamposDoutor em Sociologia pela USP, professor da UFGD e professor convidado da Faculdade de Medicina da USP. Também é pesquisador e Pós-Doutorando no INCT-InEAC/UFF.

Isolamento parcial, ou vertical, como vem sendo denominado, consiste essencialmente em retirar das relações sociais somente os grupos mais suscetíveis à mortalidade pela COVID-19 como, por exemplo, as pessoas acima de 60 anos, portadores de doenças como hipertensão, diabetes.[...] Entretanto, em constantes reuniões e pronunciamentos no Planalto, diga-se muitas vezes contrárias às diretrizes do próprio Ministro da Saúde e da Organização Mundial da Saúde, as autoridades federais admitem que não há qualquer estudo para justificar tal orientação [...]
O que quero chamar a atenção para reflexão é que a ideia do isolamento vertical, contudo, não é (nem nunca foi) nova no Brasil. Especialmente, quando nós relacionamos essa proposta de isolamento vertical à cidadania vertical no Brasil. Em termos sucintos podemos dizer que a cidadania é vertical no Brasil porque ela é desde sempre uma cidadania fundamentalmente hierarquizada: os grupos privilegiados, que constituem uma pequena parcela da população, possuem a maioria dos recursos sociais, jurídicos, econômicos e simbólicos para exercer a diferenciação e reproduzir a desigualdade no espaço público e no espaço privado; por outro lado, a maioria da população que são as classes menos privilegiadas e compõem fundamentalmente o mercado de trabalho dos serviços domésticos, trabalhadores da indústria de bens e serviços, trabalhadores do mercado informal e os profissionais da saúde que atuam na ponta das redes de assistência social não detém os mesmos recursos sociais, jurídicos e econômicos para exercer os direitos no espaço público e privado, ou seja, para ser e exercer uma cidadania horizontal.
Ora, como se sabe é a composição do nosso mercado de trabalho durante o século XIX, constituído basicamente pela escravidão massiva de negras e negros, que faz com que uma cidade como a do Rio de Janeiro tinha aproximadamente 50% da população formada por escravos. É do mesmo século XIX, que uma das primeiras obras consideradas sociológicas no país – Os Sertões de Euclides da Cunha – descreve como, na recém-república, Canudos atraiu centenas de nordestinos pobres despertando a ira dos grandes fazendeiros e elite política: morreram mais de 15 mil pessoas no país sendo a grande maioria, os pobres.
Chamo a atenção para estes dois pontos porque, no meu entender, eles estão articulados na reação sociopolítica ao COVID-19; e constituem, hoje, o maior risco para o alastramento da doença em nosso território e um novo genocídio da população pobre e periférica do país: a defesa política do isolamento vertical (e os seus defensores) representam o maior risco à nossa democracia, bem como, representam a continuidade de uma cidadania verticalizada e hierarquizada. Logo, os trabalhadores das classes médias altas e altas continuarão em seus isolamentos horizontais, trabalhando home office, e tomando as medidas de não exposição necessárias para todas e todos. No entanto, o isolamento vertical atingirá majoritariamente os moradores das periferias e favelas das grandes cidades brasileiras, os trabalhadores da saúde que dedicam suas vidas ao trabalho na ponta da saúde pública e assistência social, os empregados domésticos, os 12 milhões de desempregados, os encarcerados. Estes, sim, estarão expondo novamente suas vidas ao isolamento vertical. E, novamente, a cidadania vertical no país.
De modo contrário, a defesa do isolamento horizontal, portanto, igualmente distribuído para os diferentes grupos, setores e classes sociais da população - com todos submetidos à mesma medida de quarentena - é algo mais do que necessário. Mas, infelizmente, inconcebível para boa parte dos setores privilegiados no Brasil. Trocando em miúdos, como nos ensina a canção do Chico: o isolamento horizontal está relacionado fundamentalmente a uma concepção prática no espaço social – público e privado - de exercício de uma cidadania plena (parafraseando Parsos no sempre necessário texto sobre a “Cidadania para um Americano Negro”) para todas e todos. O que em nossa história republicana continua tarefa urgente: uma cidadania plena para os brasileiros, especialmente, para os negros e negras, os periféricos, as empregadas domésticas, as trabalhadoras da saúde que não querem mais nada vertical. E sim horizontalidade.



Executar a leitura do texto, interpretar e escreve (manuscrito) um texto numa folha separada identificada ( nome da escola, nome do aluno, número do aluno, série do aluno e turma do alno, nome da disciplina Sociologia e nome do professor). Esse  texto que você irá criar deve responder aos seguintes questionamentos do autor do texto: 
O que o autor está analisando?
Com quem dialoga?
O que o autor defende?
Com quais argumentos? 
ATENÇÃO, não é para entregar um questionário com perguntas e respostas, é para produzir um texto contínuo em que as indagações do autor sejam respondidas na forma de texto.

Para ser entregue sexta feira 22 de maio de 2020 
Qualquer dúvida é só entrar em contato com o professor. 

Atividade da semana do dia 11 a 15 de maio 

O professor irá avaliar no texto da aluna (o) se atingiu as competência /habilidade para: 


Estabelecer uma reflexão crítica sobre a formalização dos direitos da cidadania e as suas possibilidades de efetivação.



Ler, interpretar e analisar  o texto e a partir dai produzir seu próprio texto respondendo as indagações do autor.

 partir desses critérios a menção da sua nota será de 1 a 10, sendo que: 

 A  nota 1 até a nota 4 significa que o aluno encontra-se  no nível - Abaixo do básico (recuperar)
 A  nota 5 até a nota 6 significa que o aluno encontra-se no nível - Básico 
 A  nota 7 até a nota 8 significa que o aluno encontra-se no nível -  Adequado
 A nota 9 até a nota 10 significa que o aluno encontra-se no nível  - Acimado adequado

Atividade 3°A, B - PROJETO DE VIDA - Prof.José Valério-entregar na escola dia 22/05

Atividade 3°A, 3°B - PROJETO DE VIDA -

 Prof. José Valério

Atividade da semana do dia 18 a 22 de maio, para ser entregue na sexta feria, 22 de maio das 11h:00 as 12h:30 na escola na coordenação pedagógica. Responder numa folha separada (almaço, sulfite ou folha de caderno) com cabeçalho e identificação, nome , série , turma data e disciplina.  



PRIMEIRA CONVERSA OU A CONVERSA QUE NÃO TIVEMOS 
TEMPO DE ESTICAR NAS NOSSAS AULAS DE PROJETO DE VIDA.

Olá, alunas e alunos, no ano letivo de 2020 iniciou a disciplina de Projeto de Vida, na atribuição de aulas (processo de escolha das aulas e turmas) resolvi ministrar as aulas de Projeto de Vida. Sabia que seria um desafio por ser a primeira vez que faria isso, mas frequentei um curso de capacitação e considerei que a minha experiência profissional ( não somente como professor)  poderia colaborar com vocês, ;aceitei o desafio por vários motivos, entre eles:
A – Tenho uma longa formação profissional na área de jornalismo e publicidade, pois trabalharei por mais de 25 anos como fotógrafo, na primeira fase da minha vida em vários jornais e na segunda fase profissional, no meu próprio estúdio (minha empresa).
B – Trabalhei diretamente com várias empresas da nossa região, de Campinas e São Paulo até o ano de 2011, por esse motivo, possuo alguma experiência que pode ser útil, principalmente sobre ética profissional.  
C – Faço parte de uma Associação de apoio a educação que mantém um cursinho preparatório para os vestibulares e ENEM, sou diretor financeiro da entidade e trabalho também no suporte pedagógico na preparação do currículo e das oficinas de aprendizagem. Esse cursinho funciona todos os sábados no bairro do Iguatemi numa escolinha de educação infantil desativada que fica uma rua antes da ponte da Gutierrez. Nesse momento estamos com as oficinas de conhecimento suspensas, mas estamos transmitindo LIVEs todos os sábado.
D – Aceitei ser o professor de Projeto de Vida porque tenho alguma coisa para entregar para vocês e não somente por causa de mais algumas aulas no meu salário. O desafio é grande e para os alunos ainda maiores. Para alguns essa disciplina pode parecer perda de tempo, mas para outros pode valer de alguma coisa na disputa por um lugar socialmente aceito na sociedade.
Tivemos pouco tempo para conversar e iniciar nossas aulas, conseguimos até pouco tempo, antes da interrupção das aulas, uma sala que já existia, mas que precisava ser modificada com mais conforto para vocês. Mais uma vez alguns entenderam a proposta da sala, outros ainda não alcançaram o entendimento e pode ser que considerem a sala somente como um lugar diferente sem determinas obrigações. Entendo perfeitamente esse comportamento, pois existe uma crença injustificada de que algumas matérias (disciplinas do currículo) são mais importantes na sua formação escolar, mas que escola é essa? Qual é o seu objetivo?
Pode parecer bobagem, mas já pensaram que todos os seus professores foram alunos? Que todos estudaram trigonometria, interpretação de texto, um segundo idioma (tive oportunidade de estudar francês e inglês, é certo que domino um pouco a leitura, mas não tenho fluência na comunicação), portanto, determinadas matérias (disciplinas) do currículo até certo ponto do conhecimento podem receber apoio na aprendizagem de outros professores, isso não é impossível, basta planejamento e orientação.  
Caberia nessa conversa algumas dúvidas, por exemplo, o professor deixa de ensinar sua própria matéria (disciplina)? Meu argumento (e de tantos outros educadores) é que o professor não deixará de ensinar, por exemplo, matérias específicas como Sociologia, História ou Filosofia, mas pode apoiar a aprendizagem do que existe de matemática e português na matéria de Sociologia, História e Filosofia.  Compreendem? Conseguem entender? Esse tipo de ensino é chamado de interdisciplinar, vários conhecimentos caminhando juntos para desenvolver as habilidades exigidas no mundo do trabalho (emprego), na continuação dos seus estudos (universidade e faculdade) e na formação da cidadania.   
Mas o que isso tem haver com a disciplina de Projeto de Vida ?
Muita coisa, por exemplo, as horas do dia fora dos muros da escola nas nossas vidas não são divididas em 1ª aula Matemática, 2°aula Português,3° aula, 4° aula... No mundo sensível, material, psicológico e biológico, ou seja, nas nossas vidas, precisamos mobilizar todos os conhecimentos para conseguir pensar, produzir, viver e se relacionar com as outras pessoas e com a sociedade, lembre-se que os seus sonhos, suas esperanças e desejos não estão sozinhos, muitos outros do seu lado também buscam a felicidade, buscam, as vezes, os mesmos sonhos, esperanças e desejos, isso acontece porque decidimos viver em sociedade. 
 A partir deste momento e após replanejar, vamos retomar nossas aulas de Projeto de Vida, mas com foco na nossa realidade local, ou seja, nossa escola, nossa cidade e nossos sonhos, por isso preciso que vocês respondam algumas questões para preparamos o nosso caminho de aprendizagem e  desenvolvimento de habilidades e competências para resolver  os desafios que estão por vir em suas vidas e olha que são muitos!

Situação de Aprendizagem 1° Momento
SEJA BEM-VINDO
Apesar dos acontecimentos, este é o seu ultimo ano do Ensino Médio.
Ha quem encare isso como um fim. E possível também perceber este momento como um começo.
Com base em toda a bagagem que você possui, e importante que reveja as suas rotas para se certificar que as escolhas que fez ate aqui estão levando você na direção do seu sonho. Vamos refletir sobre esse momento decisivo da sua vida.

Responda as seguintes questões.
(Responda numa folha separada com cabeçalho contendo sua identificação, só assim será possível registrar sua presença e emitir uma nota bimestral e entregue na escola na sexta feira, 22 de maio, das 11h:00 as 12h:00 ).

1 - Para você, o que ele simboliza o final do Ensino Médio?

2 - Assim sendo, escreva como a sua experiência ao longo da sua vida escolar e importante para você se sentir preparado(a) para buscar seus sonhos.

3 - Existe algo que você gostaria que fizesse parte das aulas de PV? O que? Converse com os seus colegas e professor sobre isso.

Situação de Aprendizagem 2° Momento
Considerando as suas experiências e expectativas sobre o que você pensa sobre as afirmações abaixo, registre após responder as questões.

• O ingresso no mercado de trabalho e sucesso profissional é uma consequência natural da escola e de um curso no ensino superior.

• A globalização, o rápido e constante avanço tecnológico e a geração, diversificação e acumulação de conhecimento vem provocando uma nova e surpreendente dinâmica no mundo do trabalho.

• Escolher uma profissão e muito mais que fazer uma opção por um curso de graduação ou técnico; por uma carreira numa organização ou pelo negocio que se pretende empreender. Essa escolha e, na verdade, o reflexo de todo um plano traçado no Projeto de Vida.

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Correção das atividades de quimica da semana 11/5 a 15/05/2020

Correção das atividades de química da semana 11/05 a 15/05/2020.Essa atividade deve ser realizada como trabalho escrito identificado com nome número e série e deve ser entregue na escola  no dia 22/05/2020. E você terá acesso a correção clicando aqui

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Atividade de química semana do dia 11/5 a 15/05/2020

Ativida de química semana do dia 11/05 a 15/05/2020.Essa atividade e a aividade da semana que vem deverão ser feitas e entregues em forma de trabalho na escola no dia 22/05/2020. e você pode visualizar clicando aqui

resolução das atividades da semana passada

resolução das atividades da semana passada aqui
Bom dia!

A atividade proposta para essa semana deverá ser feita em uma folha a parte, pode ser sulfite, almaço ou até mesmo uma folha de caderno.
Colocar seu nome completo, número e série;
Colocar o nome da disciplina INGLÊS;
Escrever a ideia central em português da música que estudamos anteriormente:
 "HEAL THE WORLD" (Michael Jackson).

 As atividades serão entregues na escola no dia 22/05/2020 no seguinte horário:

1° A - das 8:00 às 09:30h.
2° A , 2° B, 2° E - das 09:30 às 11:00h. 
3° A , 3° B - das 11:00 até 12:30h.


 



terça-feira, 12 de maio de 2020

Atividade 3°A,3°B,3°C-SOCIOLOGIA-Prof.José Valério-entregar na escola dia 22/05

Atividade 3°A, 3°B, 3°C - SOCIOLOGIA -

 Prof. José Valério

Atividade da semana do dia 11 a 15 de maio 

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO 

( Para que o aluno possa calcular o tempo de leitura é de 5 minutos, o tempo de elaboração do rascunho e texto final são 20 minutos. Total para essa atividade 25 minutos que o aluno ocupará do seu tempo de estudo)

- Para ser entregue na sexta feria 22 de maio de 2020.  de acordo com os seguintes horários: 3°A,3°B das 11h:00 as 12:30, 3°C das 19h:00 as 20h:30

- Como o  aluno deve proceder:
Em uma folha separada (folha de caderno, almaço ou sulfite) contendo no cabeçalho as seguintes informações: Nome da Escola, nome do aluno, n° do aluno, série do aluno, turma do aluno, data da entrega e nome da Disciplina de Sociologia e nome do professor.

- Após essa identificação, o aluno deve proceder a leitura do texto que está publicado aqui no blog e escrever na folha separada  uma interpretação do seu entendimento sobre o texto, isso significa conseguir responder no seu texto as indagações do autor.  

“ATENÇÃO, NÃO É PARA FAZER E ENTREGAR A ATIVIDADE COMO SE FOSSE UM QUESTIONÁRIO COM  PERGUNTAS  E RESPOSTAS.”

O aluno deve escrever um texto contínuo com parágrafos. O texto deve apresentar/expressar os seguintes questionamentos do autor:     

O que o autor está analisando?
Com quem dialoga?
O que o autor defende?
Com quais argumentos?


Texto para leitura e interpretação: 

A cidadania vertical no Brasil: o caso do Coronavírus

Por Marcelo da Silveira Campos. Doutor em Sociologia pela USP, professor da UFGD e professor convidado da Faculdade de Medicina da USP. Também é pesquisador e Pós-Doutorando no INCT-InEAC/UFF.

Isolamento parcial, ou vertical, como vem sendo denominado, consiste essencialmente em retirar das relações sociais somente os grupos mais suscetíveis à mortalidade pela COVID-19 como, por exemplo, as pessoas acima de 60 anos, portadores de doenças como hipertensão, diabetes.[...] Entretanto, em constantes reuniões e pronunciamentos no Planalto, diga-se muitas vezes contrárias às diretrizes do próprio Ministro da Saúde e da Organização Mundial da Saúde, as autoridades federais admitem que não há qualquer estudo para justificar tal orientação [...]
O que quero chamar a atenção para reflexão é que a ideia do isolamento vertical, contudo, não é (nem nunca foi) nova no Brasil. Especialmente, quando nós relacionamos essa proposta de isolamento vertical à cidadania vertical no Brasil. Em termos sucintos podemos dizer que a cidadania é vertical no Brasil porque ela é desde sempre uma cidadania fundamentalmente hierarquizada: os grupos privilegiados, que constituem uma pequena parcela da população, possuem a maioria dos recursos sociais, jurídicos, econômicos e simbólicos para exercer a diferenciação e reproduzir a desigualdade no espaço público e no espaço privado; por outro lado, a maioria da população que são as classes menos privilegiadas e compõem fundamentalmente o mercado de trabalho dos serviços domésticos, trabalhadores da indústria de bens e serviços, trabalhadores do mercado informal e os profissionais da saúde que atuam na ponta das redes de assistência social não detém os mesmos recursos sociais, jurídicos e econômicos para exercer os direitos no espaço público e privado, ou seja, para ser e exercer uma cidadania horizontal.
Ora, como se sabe é a composição do nosso mercado de trabalho durante o século XIX, constituído basicamente pela escravidão massiva de negras e negros, que faz com que uma cidade como a do Rio de Janeiro tinha aproximadamente 50% da população formada por escravos. É do mesmo século XIX, que uma das primeiras obras consideradas sociológicas no país – Os Sertões de Euclides da Cunha – descreve como, na recém-república, Canudos atraiu centenas de nordestinos pobres despertando a ira dos grandes fazendeiros e elite política: morreram mais de 15 mil pessoas no país sendo a grande maioria, os pobres.
Chamo a atenção para estes dois pontos porque, no meu entender, eles estão articulados na reação sociopolítica ao COVID-19; e constituem, hoje, o maior risco para o alastramento da doença em nosso território e um novo genocídio da população pobre e periférica do país: a defesa política do isolamento vertical (e os seus defensores) representam o maior risco à nossa democracia, bem como, representam a continuidade de uma cidadania verticalizada e hierarquizada. Logo, os trabalhadores das classes médias altas e altas continuarão em seus isolamentos horizontais, trabalhando home office, e tomando as medidas de não exposição necessárias para todas e todos. No entanto, o isolamento vertical atingirá majoritariamente os moradores das periferias e favelas das grandes cidades brasileiras, os trabalhadores da saúde que dedicam suas vidas ao trabalho na ponta da saúde pública e assistência social, os empregados domésticos, os 12 milhões de desempregados, os encarcerados. Estes, sim, estarão expondo novamente suas vidas ao isolamento vertical. E, novamente, a cidadania vertical no país.
De modo contrário, a defesa do isolamento horizontal, portanto, igualmente distribuído para os diferentes grupos, setores e classes sociais da população - com todos submetidos à mesma medida de quarentena - é algo mais do que necessário. Mas, infelizmente, inconcebível para boa parte dos setores privilegiados no Brasil. Trocando em miúdos, como nos ensina a canção do Chico: o isolamento horizontal está relacionado fundamentalmente a uma concepção prática no espaço social – público e privado - de exercício de uma cidadania plena (parafraseando Parsos no sempre necessário texto sobre a “Cidadania para um Americano Negro”) para todas e todos. O que em nossa história republicana continua tarefa urgente: uma cidadania plena para os brasileiros, especialmente, para os negros e negras, os periféricos, as empregadas domésticas, as trabalhadoras da saúde que não querem mais nada vertical. E sim horizontalidade.



Executar a leitura do texto, interpretar e escreve (manuscrito) um texto numa folha separada identificada ( nome da escola, nome do aluno, número do aluno, série do aluno e turma do alno, nome da disciplina Sociologia e nome do professor). Esse  texto que você irá criar deve responder aos seguintes questionamentos do autor do texto: 
O que o autor está analisando?
Com quem dialoga?
O que o autor defende?
Com quais argumentos? 
ATENÇÃO, não é para entregar um questionário com perguntas e respostas, é para produzir um texto contínuo em que as indagações do autor sejam respondidas na forma de texto.

Para ser entregue no dia 22 de maio de acordo com as instruções de entrega da coordenação. 
Qualquer dúvida é só entrar em contato com o professor. 

Atividade da semana do dia 11 a 15 de maio 

O professor irá avaliar no texto da aluna (o) se atingiu as competência /habilidade para: 


Estabelecer uma reflexão crítica sobre a formalização dos direitos da cidadania e as suas possibilidades de efetivação.



Ler, interpretar e analisar  o texto e a partir dai produzir seu próprio texto respondendo as indagações do autor.

 partir desses critérios a menção da sua nota será de 1 a 10, sendo que: 

 A  nota 1 até a nota 4 significa que o aluno encontra-se  no nível - Abaixo do básico (recuperar)
 A  nota 5 até a nota 6 significa que o aluno encontra-se no nível - Básico 
 A  nota 7 até a nota 8 significa que o aluno encontra-se no nível -  Adequado
 A nota 9 até a nota 10 significa que o aluno encontra-se no nível  - Acimado adequado