quarta-feira, 1 de abril de 2020




MATERIAL PARA   ESTUDO  SEGUNDO TERMO 2T EJA –
PROFESSOR TOM          DISCIPLINA: GEOGRAFIA

A DESCONCENTRAÇÃO INDUSTRIAL NO BRASIL



O processo de desconcentração industrial no Brasil corresponde ao atual momento pelo qual a economia e a produção do espaço no país vêm passando, em que a localização concentrada das indústrias e investimentos vem gradativamente se revertendo. Com isso, embora ainda esteja latente a herança estrutural e financeira do Brasil nas áreas litorâneas, há uma relativa distribuição da atividade industrial em curso.
Entre as principais causas da desconcentração industrial no Brasil, é possível citar:
a) política governamental de interiorização do território a partir da segunda metade do século XX;
b) aumento da disponibilidade de infraestruturas em transportes e redes em algumas áreas mais afastadas do país;
c) afloramento da guerra fiscal, que gerou uma competição entre os estados brasileiros em busca da atração de indústrias;
d) oferta de terrenos e construção de áreas industriais e tecnopolos em cidades localizadas em regiões antes não industrializadas;
e) aumento na disponibilidade de mão de obra qualificada e barata nas regiões interioranas;
f) saturação das condições socioespaciais das áreas densamente industrializadas, com problemas relacionados com a excessiva poluição do ar, trânsito caótico, atuação sindical, aumento dos custos com mão de obra etc.
Existem, naturalmente, vantagens e desvantagens na desconcentração industrial no Brasil. De um lado, eleva-se a geração de empregos, serviços e comércios em áreas pouco desenvolvidas economicamente, além de se promover uma maior democratização em investimentos públicos. Por outro lado, perde-se muito emprego e geram-se muitas desvantagens econômicas nas áreas em que se registra a chamada “fuga de indústrias”.
Historicamente – e ainda nos dias atuais – a região mais industrializada do Brasil é o Sudeste, com destaque para o eixo Rio-São Paulo, além da região sul. São justamente essas áreas que mais perdem investimentos atualmente com a guerra fiscal e a desconcentração industrial, o que leva muitos analistas econômicos a chamar esse processo de desconcentração concentrada, haja vista que são poucas as áreas que perdem indústrias.
Os exemplos são muitos: as indústrias automobilísticas, como Hyundai, Mitsubishi, Volkswagen e Ford, que abandonaram São Paulo em direção a territórios em Goiás, Paraná e Bahia; a Azaleia e a Grendene, que abandonaram o Rio Grande do Sul em direção ao norte, entre outros. Além de migrarem, boa parte dessas e outras indústrias também descentralizara sua produção, dividindo-a em várias unidades espalhadas por diferentes áreas do território.
A desconcentração industrial acontece do Sul e do Sudeste para as demais regiões, sobretudo o Nordeste. Mas é importante ressaltar que não ocorre apenas uma migração inter-regional de fábricas, mas também uma interiorização, cujo principal efeito é o notável crescimento das chamadas cidades médias. Muitas dessas cidades apresentam recentes crescimentos industriais e acelerados processos de urbanização, tais como Anápolis (GO), Uberlândia (MG), Maringá (PR), São José do Rio Preto (SP), Caruaru (PE), entre muitas outra


















MATERIAL PARA  ESTUDO TERCEIRO  ANO “3C” 
PROFESSOR   TOM               DISCIPLINA :  GEOGRAFIA

REGIONALIZAÇÃO DO MUNDO


Frequentemente, ouvimos falar de uma “região” ou outra do espaço. Mas o que isso significa? Por que será que as pessoas dividem o espaço em regiões? Afinal, o que é regionalizar?
Regionalizar é dividir ou classificar o espaço geográfico a partir de critérios específicos. Assim sendo, eu posso classificar qualquer porção do espaço em várias áreas conforme uma característica que eu tenha escolhido antes.
Por exemplo: vou regionalizar a área da minha casa. Para isso, vou escolher o critério da minha regionalização, que será: os locais onde eu posso brincar. Dessa forma, a região que envolve os locais onde eu posso brincar abrange o meu quarto, a sala, a varanda e o quintal. Já a outra região, a dos lugares que eu não posso brincar, envolve o banheiro, o quarto dos meus pais e a cozinha. Temos, portanto, diferentes regiões de um mesmo espaço, que é a minha casa.
Semelhantemente, acontece com o Brasil, por exemplo. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) escolheu a posição geográfica e as divisas políticas entre os estados para criar as cinco regiões: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.
O mapa a seguir é uma divisão regional da Terra com base na divisão dos países desenvolvidos e emergentes ou subdesenvolvidos.

A regionalização do mundo entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos
Os países em azul, no mapa, formam a região dos países desenvolvidos, que apresentam os maiores índices de desenvolvimento humano, econômico e social. Já os países em vermelho são aqueles considerados emergentes ou subdesenvolvidos, com as piores condições de vida entre suas populações. Essa divisão representa uma das muitas formas possíveis de regionalizar o mundo.
Se pensarmos bem, as regiões não existem de fato no espaço. Elas são apenas criações realizadas para organizarmos e estudarmos as características que marcam as sociedades e os lugares onde elas vivem. Regionalizar é, portanto, organizar o mundo e os diferentes locais em que vivemos.

EXEMPLO DE REGIONALIZAÇÃO




DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

A expressão desenvolvimento sustentável é utilizada para designar um modelo econômico que busque conciliar desenvolvimento econômico à preservação e manutenção dos 
recursos naturais disponíveis. Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), desenvolvimento sustentável é definido como “aquele que satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”.

Este conceito foi apresentado ao mundo em um estudo realizado pela ONU em 1987, chamado “Nosso futuro comum”. Entre dezenas de recomendações, apresenta duas preocupações fundamentais:
  • A preservação do meio ambiente para as futuras gerações – garantindo recursos naturais para a subsistência da espécie humana e demais seres vivos.
  • A diminuição da fome e da pobreza – que segundo o estudo, é causa, mas também é provocada pelo desequilíbrio ecológico e pelo alto padrão de consumo.
Aqui compreendemos que o conceito de desenvolvimento sustentável não se limita apenas à noção de preservação dos recursos naturais. Para construir sociedades sustentáveis é necessário ter por princípio, a equidade econômica, a justiça social, o incentivo à diversidade cultural e defesa do meio ambiente.
O entendimento que existe uma ligação entre pobreza e degradação ambiental, é uma das bases do conceito de desenvolvimento sustentável. A promoção da melhoria da qualidade de vida das populações pobres, a evolução nas políticas de saneamento, saúde e combate à fome são tão importantes para as gerações futuras quanto a disponibilidade de recursos naturais.
Sustentabilidade
O princípio da sustentabilidade propõe que o crescimento econômico não deve provocar a degradação ambiental ou o esgotamento dos recursos naturais. Dentro do sistema atual, em que a base está na sociedade de consumo, este conceito parece ser inviável do ponto de vista prático, pois o crescimento econômico teria que ser limitado para alcançar o objetivo proposto.
Os entusiastas da sustentabilidade, no entanto, argumentam que a efetivação da proposta depende do investimento no desenvolvimento de novas técnicas de produção, com menores impactos ao meio ambiente e a adoção de novos hábitos de consumo, que tivessem como foco o desenvolvimento sustentável.
Desenvolvimento sustentável no Brasil
O princípio de desenvolvimento sustentável está contemplado na Constituição Brasileira de 1988, que vigora até a atualidade. A carta magna do país dedicou, pela primeira vez um capítulo inteiro ao tema Meio Ambiente. Em seu artigo 225, institui que:
“Todos têm o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.”
No texto acima é possível notar que os aspectos sociais como a qualidade de vida dos cidadãos e a necessidade de preservação dos recursos para o futuro não foram esquecidos, estando assim em consonância com o conceito global de desenvolvimento sustentável.
No entanto, o efetivo estabelecimento de um modelo econômico dentro dos princípios do desenvolvimento sustentável pressupõe a participação ativa em ações individuais e coletivas nas esferas local, regional e mundial.
A promoção desse modelo demanda a participação do Estado, é claro, no entanto, empresas e indivíduos devem colaborar para a redução da exploração de matérias primas, uso racional de recursos como água potável e energia, sempre buscando evitar o desperdício.
Bibliografia:






CONFLITO NORTE X SUL - CORRENTES MIGRATÓRIAS


Causas e consequências das Migrações Internacionais e os Novos Fluxos Migratórios


O conteúdo de migrações internacionais e novos fluxos migratórios é um dos mais cobrados no ENEM e ele envolve tanto a parte histórica quanto atualidades.
Para que a gente possa debater sobre os principais fluxos de migrações internacionais e novos fluxos migratórios precisamos estar com os conceitos bem definidos em mente. Vamos lá, então!
    • Imigração: entrada/chegada;
    • Emigração: saída/ida;
    • Transumância: deslocamento sazonal, ou seja, por um período;
    • Êxodo rural: saída em massa do campo/permanente;
    • Movimento pendular: deslocamento diário em função de trabalho, estudo;
    • Deslocamento compulsório: saída forçada.

Migrações Internacionais no ENEM

Século XVI ao XIX

Os principais fluxos migratórios desse período estão associados à colonização das Américas. Assim, o deslocamento de europeus e africanos (como mão de obra escrava) para as colônias americanas é bastante intenso nessa época.

Século XIX ao XX (década de 1950)

Como a prova do ENEM exige de você conhecimento e habilidades, é preciso associar os contextos históricos com os fluxos de migrações internacionais e novos fluxos migratórios. Por isso, sabemos que durante o século XIX a Europa vinha passando por vários conflitos, sobretudo, causados pelo período de unificação, quando estava se formando os Estados nacionais. Após as unificações, houve também o período das duas guerras mundiais.
E se está tendo algum tipo de conflito não é legal ficar no meio, não é mesmo? Isso faz com que as pessoas se desloquem no espaço, por esse motivo, elas migram.
Para além disso, a população europeia se encontrava em um boom demográfico, ou seja, a população crescia muito, estava numerosa. Contudo, a alta falta de emprego, ocasionada, principalmente, pelos conflitos e guerras afetou o status da explosão demográfica, que a população vinha passando, gerando mais um fator de deslocamento.
Os principais destinos que recorriam eram as colônias asiáticas e africanas (lembrem também que nesse período a Ásia e a África foram repartidas pelo imperialismo).
Ps.: dá uma olhada de novo no mapa acima.

Década de 1950 até 1970

Sabemos que com o final da Segunda Guerra Mundial veio a Guerra Fria. Nesse período a Europa se encontrava física e economicamente destruída. Logo, enfraquecida para controlar suas colônias. Tal fato favoreceu a independência das colônias.
Assim, temos um grande fluxo de retorno para a Europa.
Década de 1970 até hoje
Atualmente, um grande fluxo de migração internacional é a saída de pessoas dos países periféricos para os países centrais, em busca de melhores condições de vida, como oportunidades de emprego, educação, maior segurança e estabilidade.


Fluxo
A migração sul-sul, entre os países periférico também é significativa e percebemos que os países emergentes polarizam tais fluxos. Conflitos locais, guerras civis, instabilidade política e financeira são fatores repulsivos. Exemplos:
– Bolívia, Venezuela para o Brasil
– Países da África central para a África do Sul
Por fim, temos a saída de pessoas qualificadas dos países periféricos para os centrais. Chamamos esse fluxo de fuga ou migração de cérebros, pois se trata de uma pequena parcela da população.

Crise dos Refugiados

Após o período de Primavera Árabe, diversos países do mundo árabe ficaram instáveis politicamente e ascenderam conflitos locais por disputas de território. Um caso que perdura até hoje é o da Síria.
Essa grande instabilidade provoca um deslocamento compulsório da população, que necessita se refugiar em outro país.
Segundo a ACNUR (Agência da ONU para Refugiados) refugiados “são pessoas que estão fora de seu país de origem devido a fundados temores de perseguição relacionados a questões de raça, religião, nacionalidade, pertencimento a um determinado grupo social ou opinião política, como também devido à grave e generalizada violação de direitos humanos e conflitos humanos”.

Consequências

O imigrante enfrenta diversas adversidades em seu destino, a começar pela adaptação de um novo lugar, cultura, língua, costumes.
Entretanto, nem sempre o imigrante é bem recebido pela população local. A aversão ao estrangeiro denominamos de xenofobia. O discurso contra o imigrante é uma questão muito atual. Chegando em alguns casos de violência contra o estrangeiro.
Tal discurso, muita das vezes, alcança a esfera política e vemos, assim, argumentos defendendo a criação de barreiras, sobretudo físicas como os muros, e políticas governamentais para conter a chegada de imigrantes




BLOCOS ECONÔMICOS
Com o fenômeno da globalização, o mercado internacional tornou-se bastante competitivo, diante disso, somente os mais fortes prevalecem. O que acontece é uma disputa por mercados em âmbito global.

Muitos países, com o intuito de se fortalecer economicamente, unem-se para alcançar mercados e verticalizar a sua participação e influência comercial no mundo. A criação de blocos econômicos estreitou as relações econômicas, financeiras e comerciais entre os países que compõem um determinado bloco econômico.

Atualmente existem muitos blocos econômicos, formados há décadas.

O MERCOSUL (Mercado Comum do Sul) foi fundado em 1991, constituído por Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina, países da América do Sul que buscam a integração e o fortalecimento econômicos dos países-membros.

A União Europeia (UE) foi instituída no final dos anos 50, embora tenha sido oficializada somente em 1992, os países que fazem parte são: Alemanha, França, Reino Unido, Irlanda, Holanda, Bélgica, Dinamarca, Itália, Espanha, Portugal, Luxemburgo, Grécia, Áustria, Finlândia e Suécia, nesses países corre uma moeda única, o euro, com exceção da Dinamarca (coroa dinamarquesa), Suécia (coroa sueca) e Reino Unido (libra esterlina).

Exemplos como a UE e o MERCOSUL ocorrem a partir de acordos comerciais estabelecidos entre os países membros, nesse caso implantam medidas que eliminam total ou parcialmente as barreiras alfandegárias, como eliminação de tributos, além da circulação de mercadorias, capitais, serviços, pessoas e outros pontos que o bloco julgar necessário.

O que se espera com a formação de blocos econômicos é a intensificação econômica e a flexibilização comercial entre os integrantes.

Existem outros órgãos comerciais, como por exemplo, a OMC (Organização Mundial do Comércio), que integram todos os países que participam do comércio internacional, essas instituições têm como objetivo fiscalizar e mediar as relações comerciais para que não haja partes favorecidas.

Os principais blocos econômicos do mundo são União Europeia (UE), MERCOSUL (Mercado Comum do Sul), Apec (Cooperação Econômica da Ásia e do Pacifico) e o NAFTA (Tratado Norte-Americano de Livre Comércio).























MATERIAL PARA  ESTUDO  SEGUNDO  ANO “C” 

PROFESSOR    TOM                                            DISCIPLINA: GEOGRAFIA


Densidade demográfica corresponde à distribuição da população em uma determinada área. Também chamado de densidade populacional ou população relativa, esse índice demográfico representa, portanto, uma média entre a área de um determinado lugar e o total de habitantes que nela se encontram.
O resultado obtido por meio do cálculo da densidade demográfica permite analisar a população de um determinado lugar, como ela é distribuída e quais são os fatores que influenciam os níveis de concentração de indivíduos em uma mesma área.
Como calcular?
Primeiramente, para que seja realizado o cálculo da densidade demográfica, é preciso obter as informações sobre o número total de habitantes e também qual a extensão da área. Recolhidas as informações, o cálculo é feito da seguinte maneira:
·         Divide-se o número total de habitantes pela área. Veja um exemplo:

O exemplo dado acima mostra que um determinado lugar, cuja área é de 300.000 km2 possui em seu território 1.000.000 de habitantes. Dividindo o número de habitantes pela extensão territorial do local em questão, obtém-se um resultado de aproximadamente 3 habitantes a cada quilômetro quadrado.


Para que serve a densidade demográfica?
A densidade demográfica ou o estudo da população relativa é de suma importância para entender a dinâmica populacional de um determinado lugar. O resultado do cálculo feito para obter a densidade demográfica diz muito sobre algumas características de uma determinada área. A partir do índice, podemos afirmar se uma área é pouco ou muito povoada ou se é pouco ou muito populosa. Mas você sabe a diferença entre populoso e povoado?

O mito da democracia racial no Brasil

Por Francisca Reis da Silva Barros Menzel – doutoranda em ciências jurídicas pela Universidade Autônoma de Lisboa.
Segundo notícia publicada na BBC, em 12 de setembro de 2014, após pesquisas realizadas por técnicos a Organização das Nações Unidas concluiu que o Brasil vive um “mito de democracia racial”, que há “um racismo institucionalizado”; uma “ideologia de embranquecimento” na sociedade brasileira e que boa parte dela nega a existência desse problema social.
E diz mais, que o racismo permeia todas as áreas da vida, a demonstrar o abismo social entre negros e brancos.
Pois bem, entende-se o racismo como uma ideologia ou teoria que atribui as características intelectuais, culturais e de personalidade do ser humano ao seu biótipo, sua origem ou a sua cor. Por esse critério muitas pessoas acreditam na supremacia de uma raça, que considera superior.
Já a discriminação racial, nos termos da lei,  é “qualquer distinção, exclusão, restrição ou preferência, em qualquer área da vida pública ou privada, cujo propósito ou efeito seja anular ou restringir o reconhecimento, gozo ou exercício, em condições de igualdade, de um ou mais direitos humanos e liberdades fundamentais consagrados nos instrumentos internacionais aplicáveis aos Estados Partes”(artigo 1º da  Convenção   Interamericana Contra o Racismo, a Discriminação racial e formas correlatas de intolerância.
No Brasil, em 13 de maio de 1888, a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, contudo, após a comemoração que teria durado cerca de 03 dias, os ex-donos de escravos reuniram todos os negros e mandaram embora, sem-terra, sem comida, sem dinheiro, sem sapatos, vestidos em roupas velhas de algodão grosso.
Iniciou-se a saga do negro brasileiro que se reflete em dias atuais, já que o maior contingente de pessoas em condições precárias de vida são os negros.
Assim, aqueles que também foram responsáveis pela construção do País ficaram à mercê de sua própria sorte e como diz o ditado popular “sem eira e nem beira”.
Além do abandono e de toda ordem de abusos no Brasil passou-se adotar  uma política de embranqueamento, que tinha dentre seus defensores no início século XX João Baptista de Lacerda, que pregava a ideia de que deveria ser acolhido o maior número possível de imigrantes europeus brancos para gerar brasileiros brancos, bem como deveria haver cruzamento entre brancos e negros para terem filhos mais claros, diminuindo-se os traços negroides e aumentando-se população branca .
Essa tese repercutiu negativamente também na população negra que abandonando suas origens, sua história e sua cultura passou a acreditar que precisava ser branco ou pelo menos de “alma branco” para ser acolhida na sociedade. E assim, parte dos negros também se tornaram racistas.
Ressalte-se que no Brasil não existe uma segregação formal, todavia é patente a segregação material evidenciada pelo abismo social entre brancos e negros.
Além da precariedade que assola as comunidades negras, essa realidade é ainda mais nociva em razão da institucionalização de uma filosofia de que o negro é um ser incapaz e que serve apenas para servir aos brancos, o que se reflete na própria postura de muitos negros, que passivamente toleram atos agressivos a sua dignidade.
Não bastasse, para que o negro fosse aceito em determinado grupo social era preciso que aceitasse todas as provocações racistas, e ainda ser um serviente, negando-se a si mesmo.
A passividade do negro em não reclamar seus direitos deu ao Brasil título de Pais com democracia racial, traduzindo a ideia de que não há racismo ou discriminação racial, o que não deixa de ser uma falácia, já que a realidade estar a demonstrar que o negro brasileiro não tem o mesmo tratamento que o branco.
Com efeito, a realidade discriminatória é demonstrada por dados estatísticos, em que se registra a diferenciação material entre negros e brancos.
Cumpre frisar, que o índice de analfabetos no seio da população negra é o dobro em comparação à população branca. Também é constatado que as maiores vítimas de violência são os negros, principalmente na infância quando o racismo causa consequenciais mais graves ao ser humano.
Aliado a isso, a discriminação no ambiente laboral não se limita apenas aos salários, mas a todo conjunto ambiental trabalhista já que as maiores vítimas de assédio moral e os que ganham os menores salários são negros).
Como se não bastasse, os negros, via de regra, trabalham nas funções menos significativas. E aqui, cumpre frisar, que quando o negro é um servidor público a ele são atribuídas as atividades consideradas menos importantes, independentemente de sua qualificação.
Segundo dados divulgados em 18.11.2016 no site Portal da Propaganda do IBGE, “82,6% dos negros afirmam que a cor da pele influência nas oportunidades de trabalho. Uma realidade que se confirma em outros números: profissionais negros ganham em média 36% menos que os brancos, ocupam apenas 18% dos cargos de elite e são 60,6% dos desempregados. Entre os muitos fatores que mais contribuem para essas estatísticas, está o Racismo Institucional, problema que se manifesta quando instituições públicas ou privadas atuam de forma diferenciada em relação a uma pessoa por conta da sua origem étnica, cor ou cultura, privando-a de oportunidades profissionais e sociais diariamente”.
Esses são dados alarmantes em um Pais que se considera não racista e que diuturnamente viola a dignidade do ser humano a jogar por terra um dos fundamentos da República.
Essa prática precisa acabar e não devemos aceitar, pois com disse Martin Luther King, o líder que lutou contra a segregação racial nos Estados Unidos na celebre frase “Quem aceita o mal sem protestar, coopera com ele”.


 



























MATERIAL PARA  ESTUDO PRIMEIRO ANO “D”  

PROFESSOR  TOM                                    DISCIPLINA: GEOGRAFIA

Projeções cartográficas
Sabemos que a maneira mais adequada de representar a Terra como um todo é por meio de um globo.
Porém, precisamos de mapas planos para estudar a superfície do planeta. Transformar uma esfera em uma área plana do mapa seria impossível se os cartógrafos não utilizassem uma técnica matemática chamada projeção.
No entanto, imagine como seria se abríssemos uma esfera e a achatássemos para a forma de um plano. Com isso, as partes da esfera original teriam que ser esticadas, principalmente nas áreas mais próximas aos os polos, criando grandes deformações de área. Então, para chegar a uma representação mais fiel possível, os cartógrafos desenvolveram vários métodos de projeções cartográficas, ou seja, maneiras de representar um corpo esférico sobre uma superfície plana.
Como toda projeção resulta em deformações e incorreções, às vezes algumas características precisam ser distorcidas para representarmos corretamente as outras. As deformações podem acontecer em relação às distâncias, às áreas ou aos ângulos. Conforme o sistema de projeção utilizado, as maiores alterações da representação localizam-se em uma ou outra parte do globo: nas regiões polares, nas equatoriais ou nas latitudes médias. É o cartógrafo define qual é a projeção que vai atender aos objetivos do mapa.


A projeção mais simples e conhecida é a de Mercator (nome do holandês que a criou). Outras técnicas foram evoluindo e muitas outras projeções tentaram desfazer as desigualdades de área perto dos polos com as de perto do equador, como por exemplo a projeção de Gall. Como não há como evitar as deformações, classifica-se cada tipo de projeção de acordo com a característica que permanece correta. Temos então:
  • Projeções equidistantes = distâncias corretas
  • Projeções conformes = igualdade dos ângulos e das formas dos continentes
  • Projeções equivalentes = mostram corretamente a distância e a proporção entre as áreas
A seguir são apresentados os três principais tipos de projeção.
Cilíndricas
Consistem na projeção dos paralelos e meridianos sobre um cilindro envolvente, que é posteriormente desenvolvido (planificado). Uma das projeções cilíndricas mais utilizadas é a de Mercator, com uma visão do planeta centrada na Europa.

Cônicas
É a projeção do globo terrestre sobre um cone, que posteriormente é planificado. São mais usadas para representar as latitudes médias, pois apenas as áreas próximas ao Equador aparecem retas.

Azimutais
É a projeção da superfície terrestre sobre um plano a partir de um determinado ponto (ponto de vista). Também chamadas planas ou zenitais, essas projeções deformam áreas distantes desse ponto de vista central. São bastante usadas para representar as áreas polares.

Tema 03 – Geopolítica do Mundo Contemporâneo
Leitura e análise de texto:
            “(...) Os Estados Unidos da América despontaram como uma superpotência mundial com o fim da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas – URSS e, consequentemente, o fim da Guerra Fria, pairando no ar a ilusão de uma atmosfera de paz mundial e fim das rivalidades políticas e econômicas.(...)”

Acesse o link a seguir,  e leia com atenção.








Orientações 2ºE.





ORIENTAÇÕES DE ESTUDO PARA A DISCIPLINA DE matemática:


     Vocês deverão ler a teoria enviada, elaborar um resumo auto-explicativo fazer anotações pertinentes, e ao final devem estar aptos a resolver os exercícios propostos.


     Além do vídeo abaixo, peço que todos estudem todas as páginas da apostila e resolvam todos os exercícios.

     Ao tentar resolver os exercícios propostos você irá se auto-avaliar.
     Lembre-se, vivemos momentos de muitas incertezas, coloque o seu protagonismo em prática!!!

     Você é o maior responsável pelo seu desenvolvimento.

Grande Abraço.
Professor Daniel Tagliaferro.


Orientações 2ºA e 2ºE.


Orientações de estudo para a disciplina de Física:


  Vocês deverão ler a teoria enviada, elaborar um resumo auto-explicativo fazer anotações pertinentes, e ao final devem estar aptos a resolver os exercícios propostos.

   Além do vídeo abaixo, peço que todos estudem todas as páginas da apostila e resolvam todos os exercícios.


  Ao tentar resolver os exercícios propostos você irá se auto-avaliar.
  
    Lembre-se, vivemos momentos de muitas incertezas, coloque o seu protagonismo em prática!!!

 Você é o maior responsável pelo seu desenvolvimento.


  

Grande Abraço.

Professor Daniel Tagliaferro.